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Lida gentil ou manejo humanitário / seus benefícios

O uso de ferrões, varas, apitos, gritos e barulhos estão definitivamente abolidos na prática da lida gentil e respeito com os animais.

Estes devem ser tocados sempre a cavalo e com o peão usando uma pequena vara com um pano branco na ponta (bandeirola) e jamais batê-la no animal, evitando gritos, respeitando o espaço de fuga e o tempo que o animal leva para resposta.

A experiência de passar pelo curral não deve ser uma tortura para o animal, como era nas antigas lidas. Pesquisamos exemplos de currais anti-stress com a lida antiga e outros com a lida racional (gentil) e as experiências resultam em pólos totalmente opostos, mostrando a eficácia da lida racional.

Barulhos

Reduza o barulho. Evite gritos, latidos de cães, assovios e estalos de chicote. Examine o funcionamento de dobradiças, tronco de contenção etc. (sons de ferragens assustam os animais). Trabalho em silêncio é importante.

Espaço de fuga

Todo animal tem uma zona de segurança, ou seja, o espaço em que ele se sente seguro e confortável em relação ao homem e que não deve ser invadido, ainda mais se tratando das primeiras lidas com o novo sistema de lida gentil. À medida que o animal vai se acostumando com o manejo racional essa regra pode a vir a ser quebrada com mais facilidade, mas ela sempre existirá em qualquer animal.

Tempo do animal

Os animais comumente costumam levar um tempo de resposta em relação as ações de condução geradas pelo homem, e esse tempo pode ser maior ou menor durante o manejo, a considerar:

  • Se está trocando a forma da lida antiga para lida gentil.

  • Condições do ambiente: iluminação, barulhos, numero de pessoas...

  • Tempo em que o gado foi submetido à lida antiga.

O gado não tem uma visão muito privilegiada, assim uma simples sombra no chão ou a troca de um lugar claro para um escuro podem resultar no empaque momentâneo do animal. O peão precisa entender isto e dar o tempo para o animal reconhecer que esta situação não envolve perigo a ele, assim ele segue adiante. Em outros casos o peão que não for treinado, irá bater no animal, o que não se deve fazer jamais, use a bandeirola depois de aguardar o tempo do animal.

Seja paciente; respeite os animais. Movimente-se com calma e evite movimentos bruscos e barulhos quando entre os animais.

O manejo adequado do gado deve ocorrer desde o momento em que nascem. A primeira experiência em um curral deve ser a mais tranqüila possível.

Na apartação e tronco

Segue a lei do uso do cavalo e da bandeira, lembrando-se de evitar parar veículos perto do curral ou fazer quaisquer movimentações que possam gerar o desconforto e distração do gado, certamente irá dificultar o manejo. Acostume o gado a sair calmamente do curral para o pasto.

Na seringa

O gado pode evitar mover-se de uma seringa iluminada pelo sol a um tronco sombreado. Estenda o tronco para fora da cobertura ou cubra a área da seringa. Devem-se evitar contrastes acentuados de cores e de sombra nas instalações.
Ocupe no máximo ¾ da área da seringa. Os animais necessitam de espaço.

No tronco

Deve-se evitar demasiadas pessoas em cima da passarela do tronco para não assustar o gado que vem de frente. Os portões do meio do tronco do curral anti-stress não devem ser totalmente fechados, para que, os animais que ali estiverem parados possam ver o animal da frente como referência a seguir. Um exemplo é fazer o portão com as réguas intercaladas, ou seja, um espaço com uma régua, outro sem.

No brete

O portão de saída do tronco para o brete deve ser totalmente fechado, para evitar que o animal que vem na seqüência veja as costas do veterinário que está cuidando do animal preso no brete. Use adequadamente o brete de contenção, com pressão suficiente para conter o animal (sem excesso ou falta).

Embarcadouro.

Tomar as precauções de manter o piso do embarcadouro sempre limpo, pois é um local onde os animais ficam estressados facilmente, principalmente quando ele vê o caminhão, além do fato da maioria ser em aclive/declive facilitando os escorregões.

Hoje em dia é indicado o embarcador com as paredes fechadas e em curva, para que o animal possa evitar enxergar o caminhão e a movimentação externa que são fatores prejudiciais nessa hora critica.

Embarque e desembarque

Ao chegar com o caminhão perto do embarcador, tomar cuidado para que o mesmo não bata no embarcador, enquanto dá a marcha ré. Outro fator que deve ser evitado é a apartação com o portão que sobe e desce da gaiola do caminhão, é sabido que quando ele cai sobre o animal pode causar ferimentos e danos.

Transporte

É muito importante que o transporte seja feito em caminhão com as laterais fechadas, para que o animal não veja a movimentação do lado de fora, o que levaria a uma situação de medo.
O motorista tem que tomar o máximo de cuidado para que não hajam arrancadas e nem freiadas bruscas, levando-se em conta também o modo de fazer as curvas, para os animais não cairem uns sobre os outros.

 

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